Maior capista da música brasileira inspira desfile sobre Martinho da Vila

O leitor pode não saber quem é o artista, mas provavelmente conhece a obra de Elifas Andreato. Inclusive deve ter em casa, guardado em alguma estante antiga, exemplares do trabalho do maior capista da música brasileira. Autor das capas de alguns dos clássicos nacionais mais importantes, Andreato serve de inspiração no desenvolvimento do enredo da Unidos do Peruche, sobre Martinho da Vila.

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A ideia do carnavalesco Mauro Quintaes, que trocou a Unidos da Tijuca pela escola paulistana, é usar referências do artista em alguma alegoria.

“Acho que fica interessante e é mais uma informação. Vejo o Carnaval como um instrumento de informação. Seria interessante trazer a figura do Elifas para o Carnaval e apresentar para um público que de repente nem conhece o trabalho dele”, disse Quintaes ao Setor 1, do Portal da Band.

Elifas Anderato – Divulgação/Facebook pessoal

Com mais de 50 anos de carreira e um traço inconfundível, Andreato é autor da capa de mais de 350 discos, muitos deles para Martinho da Vila, com quem trabalha desde a década de 1970. Entre estas capas, estão algumas das mais clássicas da história, como “Maravilha de Cenário” (com encarte exuberante, preferida deste blog) e “Canta, Canta Minha Gente”, usada na logomarca oficial do enredo.

“O Elifas é sempre uma inspiração para qualquer artista, e essa ligação com o Martinho é muito forte”, comenta Quintaes, que andou comprando discos de vinil do sambista em sebos em camelôs.

Andreato já assinou capas de Chico Buarque, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Tom Zé, Zeca Pagodinho e mais um monte de feras da MPB (enfim, só a turma da parte funda da piscina, como diz Ed Motta). (Quer saber mais, pesquise aqui)

Veja abaixo algumas capas feitas por Elifas Andreato para Martinho da Vila:

Logomarca oficial do enredo:

Logo do enredo da Peruche, sobre Martinho da Vila
Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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