Governo Federal cancela repasse de R$ 8 milhões para escolas de samba; Liesa espera ‘definição política’

Mangueira 2017 – Fernando Grilli/Riotur

Quando as escolas de samba do Rio pareciam ter resolvido a questão financeira, uma bomba inesperada deixou a vida das agremiações ainda mais complicada. A menos de dois meses dos desfiles, a Caixa Econômica Federal informou que não vai mais repassar os R$ 8 milhões que havia anunciado recentemente. O motivo: atraso na entrega do projeto pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

Com isso, cada escola deixará de receber do Governo Federal cerca de R$ 615 mil, dinheiro que já era esperado para cobrir parte do rombo causado pelo corte de verba da Prefeitura.

Em nota, o Ministério da Cultura diz que as Liesa “não atendeu as exigências da Caixa” e do próprio MinC nos projetos patrocinados pela Lei Rouanet. “Agora não há prazo hábil para os trâmites internos”, do banco e do ministério, afirma o comunicado reproduzido pelo jornal O Globo. “A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba”, afirma ainda o MinC.

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Liesa

Em contato com o Setor 1, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, mostrou-se decepcionado com a decisão. O dirigente garante que todos os trâmites foram feitos de forma correta, como a Caixa e o MinC exigem.

“Estão argumentando que (o projeto) não teria dado entrada em tempo hábil, o que não é verdade. Tudo foi enviado corretamente”, diz Castanheira, que ainda busca uma saída para a questão.

“Estamos aguardando uma definição política em Brasília. Eu não sei qual é o pensamento deles. Já chegou para nós o posicionamento da Caixa, mas não do Ministério da Cultura. Estamos tentando contato com eles, e talvez no início da semana a gente tenha alguma novidade”, diz Castanheira.

Marcelo Alves, presidente da Riotur (1º à esq.), o prefeito Marcelo Crivella, Castanheira e o diretor de carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos na entrega do cheque simbólico da subvenção municipal – Foto: Paulo Araújo e Riotur

A entidade que organiza os desfiles das escolas do Grupo Especial ainda busca uma fonte de renda alternativa, além dos R$ 6,5 do patrocínio do Uber, via Riotur.

Em recente contato com o Setor 1, Castanheira não só contava com os R$ 8 milhões da Caixa, como também buscava mais R$ 5 milhões do Governo Federal, totalizando os R$ 13 milhões oriundos do governo Temer.

Fazendo as contas

As escolas receberam, com algum atraso, no último dia 4, R$ 900 mil da verba de R$ 1 milhão da subvenção da Prefeitura para cada uma. Agora aguardam os recursos do patrocínio do Uber. O contrato com a Riotur deve ser assinado no próximo dia 15, mas, por conta da burocracia, o dinheiro, R$ 500 mil, só deve cair na conta das agremiações em janeiro.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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  • É dinheiro posto fora dar a escolas para carnaval ,coloquem esse dinheiro na saúde ,educação ou segurança pois nosso país esta quebrado,É DINHEIRO POSTO NO LIXO

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